“Como fazer meu filho comer o que não gosta, mas que é necessário?”

Quer que seu filho(a) coma o que ele não gosta, mas que é saudável?

A melhor de todas as atitudes com a criança é o exemplo, em especial na primeira infância, fase na qual aprende mais com o exemplo do que com o discurso.
Desde a introdução dos alimentos a partir dos seis meses é essencial a apresentação de sabores diversos para que o paladar se acostume com o sabor da rúcula, berinjela. Não ficar só na sopinha de batata, cenoura, chuchu e carne faz a diferença para a criança não crescer tão seletiva.
Tem crianças que gostam de tudo misturado, já outras se alimentam melhor se o prato tiver divisões para a carne, arroz e feijão e salada, perceber o seu filho é essencial para o sucesso.
O envolvimento é chave do sucesso. Ao levar a criança para a feira, para a cozinha fazer biscoitos, no almoço de família colocar um chapéu de mestre cuca e decorar a salada ou um avental e ser o garçom da salada ou do prato saudável faz com que alimentar-se com qualidade seja uma deliciosa brincadeira com gosto de quero mais.

O que o adulto não deve fazer?

Não fazer da alimentação um cabo de guerra ou um campo de negociações com a criança, tem necessidades que são básicas, comer é como tomar banho a criança não tem a opção de não realizar a tarefa. A partir do momento que a criança fala e quer fazer escolhas ofereça coisas parecidas para ela escolher entre batata e mandioca, por exemplo.
Não usar comida como recompensa se comer a salada ganha a porção de sobremesa. Algumas vezes por não apreciar o sabor, outras por não gostar de um determinado tempero ou ainda para ganhar atenção dos pais a criança se recusa a comer determinado alimento, é mais eficiente descobrir a causa, por exemplo, fazendo um molho de iogurte ou decorando com tomate cereja, e achar uma solução do que premiar uma atitude.

É possível dar uma “camuflada” nesses alimentos, de forma que a criança passe a comê-los sem ao menos perceber?

A camuflagem de cozinhar a beterraba no feijão ou de colocar todos os legumes na sopa liquidificados não deve ser a primeira opção de uma mãe com um filho que se alimenta mal.
Já inovar fazendo panquecas coloridas de cenoura, espinafre ou beterraba, biscoitos caseiros com aveia e gotas de chocolate é uma atitude correta.

Dicas práticas de como tornar o prato mais “atraente” para a criançada.

Usar azeitonas para olhos de sapo num sanduíche, tomate para a boca.
Fazer um macarrão cabelo de anjo com abobrinha e cenoura raladas no sentido do comprimento cozinha em 3 minutos, é mais barato e nutritivo do que aquele famoso macarrão instantâneo. Dá para fazer olhos com rodelas de ovos, nariz com a ponta da cenoura e boca de beterraba cozida.
Saladas de paladar fácil para criança que não come salada ainda são as mais adocicadas como acelga, repolho roxo e cenoura.
Frutas em forma de espetinhos ou cortadas em pedacinhos para comer com as mãos, não precisa ser um chef para realizar cortes especiais só o capricho e carinho dos pais já são suficientes.

– A mãe deve se impor e obrigar o filho a comer? Por quê?

Tem sabores que de fato não são aceitos pelo nosso paladar, mas uma criança precisa ser apresentada oito vezes a um alimento para realmente ser excluído.
Não é necessário fazer nenhuma tortura. A imposição ou obrigação de um determinado alimento só cria uma relação ruim com a alimentação.
Proibir uma criança de comer brigadeiro, chocolate, dentre outros também não é correto. Existem alimentos que são para de vez em quando e guloseimas devem fazer parte de uma doce infância com quantidade, frequência e horário determinado pelos pais.

– De que forma a mãe pode adaptar o alimento à rotina da criança?

Num mundo em que os intervalos dos desenhos são bombardeados por alimentos industrializados repletos de sabor e de super vantagens trabalhar o conceito de alimentação saudável é um grande empreitada, portanto pais e nutricionistas precisam fazer a diferença.
Crianças obesas e desnutridas ao mesmo tempo são o resultado da total entrega da escolha de nossos alimentos a indústria alimentícia, a qual sabe ganhar dinheiro e cozinhar com muita gordura, açúcar e sal. As calorias e quantidade de gordura saturada extrapola as necessidades, mas existe carência de vitaminas e sais minerais.
Atitudes simples como fazer um suco natural no lugar de abrir uma caixinha, colocar na lancheira uma fruta fresca e de época, ter a oferta de salada colorida diariamente na mesa promovem mudanças.

– Recompensá-lo por ter comido tal alimento é correto? Como isso deve ser feito?

Comer é uma necessidade em todas as fases da vida, assim como trabalhar na vida adulta, as conquistas e bons hábitos devem ser parabenizados, mais jamais recompensados.
É muito importante que os pais percebam e escutem quando a criança já está satifeita.

Torta doce de quinoa, coco e amêndoas

Ingredientes:
• 2 xícaras de quinoa preparada
• 3 xícaras de leite de soja ou vegetal
• 3 ovos
• ¾ xicara de açúcar demerara
• 1 colher de canela
• 1 colher de suco de limão
• 1 colher de óleo de girassol, canola ou coco
• 1 colher de chá de essência de baunilha
• 1 xícara de coco ralado não adoçado
• 1 xícara de amêndoas em lascas ou castanhas picadas

Modo de preparo:
Cozinhar a quinoa (da mesma forma que se faz arroz) sem nenhum tempero;
Após ter a quinoa preparada, juntar todos os ingredientes (não é preciso esperar a quinoa esfriar);
Colocar em uma forma ou refratário;
Levar ao forno (temperatura média) por volta de 40 min ou até que tenha secado (quando não der mais para ver o leite borbulhando);

Observações:
Guardar na geladeira;
Dá para congelar. Sugiro que seja congelada já cortada em pedacinhos/porções e quando quiser consumir, colocar um pouco no micro-ondas… quentinha também fica uma delicia.
A massa é bem liquida antes de assar e fica com consistência molhadinha após pronta.

No que você baseia as suas escolhas alimentares?

Quais são os seus parâmetros? Sua escolha é leve ou pesada?
Não estou falando de calorias ou restrições. Mas de alegria e tranquilidade na hora de se alimentar.
A alimentação deve ser programada na sua rotina de acordo com a rotina do seu dia. Que tal aproveitar dias de inspiração para cozinhar e deixar porções extras no freezer para levar de marmita? Se vai estar na rua que tal planejar uma ida a um restaurante de qualidade próximo ao horário do almoço.
Não precisa comer porque está no papel ou seguir o relógio com rigor militar. Tenha sempre algo na mão para os intervalos, essa atitude simples permite escolher o que vai comer, ao invés de ficar refém das opções que existem no momento, ou até de ficar com fome, pois não tem nada para comer.
Sentir fome é natural e saudável, não ignore os sintomas e aprenda com o tempo a perceber a diferença de fome psicológica e fisiológica.
É orgânico do corpo a experimentação de sinais de fome e saciedade ao longo do dia. Isso serve como uma motivação para comer e paramos o que estamos fazendo para ir em busca do alimento. A alimentação consciente, nos ajuda a despertar para os sinais que o corpo apresenta neste sentido e a respeitá-los.
Seja flexível, é importante se ajustar ao possível para não gerar mais estresse para seu dia.
Sempre digo nas consultas que culpa pesa e perdão emagrece. Quando você sente-se culpado a sua produção de cortisol aumenta e a probabilidade de mal estar é grande.

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