Todo transtorno alimentar nasce de uma dieta rígida

Todo transtorno alimentar nasce de uma dieta rígida

Se as dietas funcionassem as pessoas estariam magras e felizes como na mídia da alegria imposta nos comerciais. Mas comer é muito mais que contar calorias e seguir rigorosamente um regime alimentar.

A alimentação deve aliar saúde e prazer, respeitar a intuição e ter jogo de cintura nas situações sociais faz a vida mais doce, temperada e suave.

Algumas situações têm gerado o aumento dos transtornos alimentares, resistência ao desejado emagrecimento e muita frustração:

  • A relação proibitiva com alimentos, sem a presença de alergias, intolerâncias ou sintomas que justifiquem a exclusão, gera uma situação de estresse e a chance de exageros no consumo aumenta significativamente.
  • Estabelecer um limite rígido durante os dias úteis e liberar tudo no final de semana.
  • A vaidade ou problemas de saúde são gatilhos para o interesse na melhora da qualidade da alimentação.

O primeiro passo é aprimorar a relação com comida e corpo, estabelecendo um consumo consciente, flexível com a intuição e desejos do corpo.

A percepção do como e porque se come é o próximo passo, diferenciar a fome física e emocional é um marco para estabelecer um consumo consciente e intuitivo.

O envolvimento no preparo dos alimentos torna o processo mais gostoso, na mesma rotina alimentar pode entrar um novo sabor como crepioca e suco verde, os quais não fazem parte da nossa história, mas são apreendidos , assim como ocasionalmente deve entrar na dieta pastel de queijo .

A comida conforto, aquilo que faz parte da sua memória sempre terá um valor emocional e deve ser respeitado.  A valorização do prazer em comer bem inclui a promoção do comer de acordo com os sinais de fome, saciedade e satisfação.

Aliar saúde e prazer na rotina é comer sem culpa e medo. Perceber e entender o próprio corpo e suas necessidades é algo que você percebe e o nutricionista lhe auxilia em soluções personalizadas para o seu sucesso.

Comer é um ato que deve ser percebido em seus aspectos: composição, motivos e forma de comer. Vai muito além de seguir dietas de moda, culto a magreza, necessidade de não ficar doente ou cura de doenças crônicas.

Protagonismo na sua alimentação

Protagonismo na sua alimentação

   Com o volume avassalador de informações nutricionais disponíveis fica cada instante mais difícil decidir o que comer.

   Portanto não adianta cortar o glúten porque a vizinha emagreceu, assim como não adianta insistir no consumo da lactose se toda vez que você consome não se sente bem.

   Em consultório costumo dizer que é função do nutricionista ser o guarda chuva e junto com o cliente filtrar e realizar uma orientação personalizada.

   Você é o piloto da sua própria alimentação e restabelece suas conexões com a alimentação na integra. A frase clássica: “lembre-se de sempre se lembrar de nunca esquecer – você é o(a) protagonista da sua História. Busque aquilo que faz sentido para você. “ combina assim como feijão e arroz se completam.

   O nosso corpo fala e quando estamos conectados com nossa saúde e seus cuidados ,  podemos escutar antes que ele grite. Importante é dar um passo de cada vez e quando mais perto da natureza forem suas escolhas alimentares mais saúde você terá.

   Quando falo em cuidado pessoal e ser o diretor da sua vida, em termos de atividade física o mesmo é válido para protagonizar seus cuidados é importante que faça o que gosta e encaixe na sua rotina. Benjamin Franklin já dizia: “as chaves do êxito: escolha algo que lhe apaixone, dê o melhor de si mesmo e não deixe escapar as oportunidades.”          

   O conceito de qualidade de vida é dinâmico e depende de diversas variáveis que envolvem bem-estar físico, mental e social. O que vai além da presença ou ausência da doença e envolve prazer ou sacrifício. Sendo o bom senso o limiar de uma vida mais plena.

   Tudo que é demais faz mal: não comer salada, comer frutas em excesso também pode elevar a glicemia, dietas restritivas, exercícios físicos monótonos, a preocupação excessiva com a aparência, o envolvimento excessivo com o mundo virtual e o distanciamento do real, a insatisfação constante consigo mesmo, a perda da vida social são sintomas, carregados de significados.

   O corpo fala e nossa mente reclama. E o que você pode fazer para superar isso e melhorar sua alimentação e saúde? 

   Hoje a preocupação é muito maior no que comer para emagrecer do que comer para ser saudável.  O prazer nas do comer e fazer exercícios toma uma esfera pequena dentro do ter para ser.

   Pense com carinho quais são seus três motivações que te levam a desejar uma alimentação mais saudável? Qual a conexão desses motivos estão mais aliados à causas externas ou a motivos pessoais seus?

   Sempre que bater a vontade de desistir ou de se boicotar, lembre-se dos seus motivos para superar as dificuldades e atingir seus objetivos.

   A alimentação é muito mais do que contar calorias ou nutrientes. Quando levamos o garfo à boca sensações e emoções vêm juntos, pode ser culpa, preguiça, pressa, fome, vontade de comer, satisfação instantânea, lembranças da infância, e/ou ato mecânico de comer para ter energia.

   Um bom exemplo de superação é quem tem sucesso na cirurgia bariátrica, pois vai muito além do ato cirúrgico, envolve um excelente preparo psicológico e cuidados nutricionais diferenciados em cada fase.

   Fica muito simples rotular apenas pelo índice de massa corporal ou comorbidades relacionadas a obesidade, já recebi um cliente que veio com a ideia fixa da cirurgia, mas com o planejamento alimentar flexível e personalizado apresentou resultados excelentes de emagrecimento, relatou nunca antes ter percebido o que comia e atingiu o peso desejado sem a realização do procedimento cirúrgico.

   Não existe receita de bolo para o sucesso da alimentação saudável, a individualidade prevalece, por exemplo uma menina de quinze anos que já tentou de tudo para emagrecer pode estar mais pronta e preparada  para a cirurgia, desde que esteja disposta a sincronizar a mente com o estômago magro .

   As ditaduras da moda e do instantâneo podem levar a frustração e estados depressivos. Muitas vezes uma redução de cinco quilos já traz um ganho enorme para sua auto-estima e corpo. Compare você com você e não com as modelos de passarela.

    Meça o peso que a palavra disciplina tem em sua vida. Faço o convite à você para superar-se em uma versão melhor de si mesmo.

   Lembre que a culpa é um sentimento que pesa e o perdão emagrece. O que fará de melhor e mais consciente por sua saúde e por você?

Metas SMART

Metas, parece algo do mundo da administração, mas com alta aplicação na nutrição e na administração do tempo.
Bora lá explicar como as metas precisam estar descritas para você atingir seu sucesso e objetivos.

SMART
S – Specific (Específico)
Ao definir um objetivo, não se deve deixar espaço a interpretações duvidosas. Quanto mais detalhado for o objetivo, melhor será sua compreensão e maiores suas chances de ser atingido. Você pode fazer as seguintes perguntas para garantir que seu objetivo é específico:
Quem está envolvido?
O que eu quero atingir exatamente?
Onde deve ser atingido este objetivo?
Qual é o período no qual este objetivo deve ser atingido?
Quais são meus requerimentos e restrições?
Quais propósitos ou benefícios existem em atingir este objetivo?
Por exemplo, ao invés de definir “Aumentar as vendas em 10%”, um objetivo melhor seria “Obtenção de 10% no aumento de vendas nacionais nas áreas de negócios A, B e C pela equipe X, durante o próximo ano fiscal, sem redução da margem de lucros e mantendo o nível de satisfação do cliente.”.
Depois de definir o objetivo, avalie se ele está completamente claro para qualquer pessoa com um conhecimento básico do projeto ou da organização.

M – Measurable (Mensurável)
Vale repetir a famosa frase “Você não pode gerenciar o que não pode medir”. Qualquer objetivo que não possa ser transformado claramente em um número permite a manipulação e interpretação para que os interessados o considerem atingido ou não. Talvez sua organização não tenha as ferramentas necessárias para medir um objetivo, e neste caso elas devem ser desenvolvidas antes da definição do objetivo.
Por exemplo, “Melhorar a satisfação dos clientes da loja A em 20% em 3 meses” parece ser um objetivo específico. No entanto, pode acontecer que a loja em questão não tenha um sistema adequado de medição da satisfação do cliente. Desta forma, o gerente da loja poderia usar qualquer variável que tivesse melhorado para considerá-la como determinante da satisfação do cliente, atingindo assim seu objetivo.
Portanto, é importante ter claramente definido o método ou sistema de medição que será usado para monitorar o objetivo.

A – Attainable (Atingível)
Os objetivos sempre devem ser agressivos, mas nunca impossíveis de atingir. É importante lançar um desafio para que a equipe se supere e lute por algo que parece ser difícil, mas isto é muito diferente de definir números que nunca poderão ser obtidos, o que causará frustração e desânimo.
Ao considerar um objetivo como “atingível”, não se deve pensar somente em “possível” ou “impossível”, e sim nos diversos aspectos que o afetam. Por exemplo:
Nossa equipe e liderança têm as habilidades necessárias para atingir esta meta? Se não, há um plano de treinamento e desenvolvimento?
Nossos produtos ou serviços possuem a qualidade necessária para tornar a meta realidade?
Existe um potencial real no mercado que permita a definição deste objetivo?
Na prática, as perguntas para cada objetivo serão diferentes, mas o importante aqui é entender que a meta deve considerar os diversos aspectos do negócio, e não seguir somente o ideal de um chefe que não está observando a realidade.
O A também é algumas vezes chamados de “AgreedUpon” (feito em comum acordo). Isto significa que todos os envolvidos na definição e execução do objetivo o conhecem e estão de acordo com sua viabilidade e benefícios.

R – Realistic (Realista)
Muitas vezes o objetivo é possível, mas não é realista. Ao considerar o realismo, você deve pensar em fatores como:
A equipe aceitará perseguir o objetivo?
Este objetivo está alinhado com a missão e visão da organização?
Algum princípio ético é ferido com este objetivo?
Por exemplo, o objetivo “Reduzir em 30% o gasto com planos de saúde” pode ser atingido simplesmente mudando a categoria dos planos dos funcionários para um nível inferior. No entanto, este não seria um objetivo realista em uma organização que historicamente sempre se preocupou com o bem-estar dos funcionários e não passa por nenhuma dificuldade financeira que justifique estes cortes.
Um líder que define um objetivo pouco realista está fora de sincronia com a empresa e com sua equipe.

T – Timely (Em Tempo)
Esta característica se mistura um pouco com o S (específico). Significa que além do início e fim do período de busca do objetivo serem bem definidos, este período não deve ser tão curto que torne o objetivo impossível nem tão longo que cause uma dispersão da iniciativa com o tempo.
O T também pode ser “Tangible” (Tangível). Isto quer dizer que um objetivo que possa ser sentido, observado ou tocado terá maior chance de ser realizado. Tudo o que melhora o dia a dia da equipe será visto com melhores olhos e os incentivará.

“Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.”

“Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.”

“Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.”

 

Gosto muito de recomendar aos meus clientes os livros e o documentário Cooked: Ar, Água, Fogo e Terra do escritor  e jornalista Michael Pollan.

“O que devo comer? Coma comida de verdade”;

“Que tipo de comida devo comer? Principalmente vegetais”;

“Como devo comer? Pouco”.

Para os princípios citados, com exceção dos autoexplicativos, Pollan dá uma breve explicação. Sobre as carnes, o autor destaca que o norte-americano médio come praticamente 250 gramas de carne por dia, o que praticamente não deixa espaço no prato para legumes e verduras.

Pollan é jornalista e chegou a essas regras depois de investigar muito sobre dieta e saúde.

 

Aqui estão as regras:

  1. Coma comida.
  2. Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.
  3. Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano comum teria na despensa.
  4. Evite produtos alimentícios que contenham xarope de milho com alto teor de frutose.
  5. Evite alimentos que contenham alguma forma de açúcar (ou adoçante) listada entre os três primeiros ingredientes.
  6. Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes.
  7. Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar.
  8. Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis.
  9. Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos “light ” , “baixo teor de gordura ” ou ” sem gordura “.
  10. Evite alimentos que estejam fingindo ser o que não são.
  11. Evite alimentos que você vê anunciados na televisão.
  12. Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro.
  13. Só coma alimentos que acabarão apodrecendo.
  14. Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza.
  15. Fuja do supermercado sempre que puder.
  16. Compre seus lanches na feira.
  17. Só coma alimentos que tenham sido preparados por humanos.
  18. Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use touca cirúrgica.
  19. Se veio de um vegetal, coma; se foi fabricado, não coma.
  20. Não é comida se chegou pela janela de seu carro.
  21. Não é comida se tem o mesmo nome em todas as línguas. (Pense em Big Mac, Cheetos ou Pringles.)
  22. Coma principalmente vegetais. Sobretudo folhas.
  23. Trate a carne como um ingrediente extra ou um alimento para ocasiões especiais.
  24. “Comer o que fica em pé numa perna só [cogumelos e vegetais] é melhor que comer o que fica em pé em duas patas [aves], que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas [vacas, porcos e outros mamíferos].”
  25. Faça refeições coloridas.
  26. Beba a água do espinafre.
  27. Coma animais que se alimentaram bem.
  28. Se tiver espaço, compre um freezer.
  29. Coma como um onívoro.
  30. Coma alimentos cultivados em solo saudável.
  31. Coma alimentos silvestres quando puder.
  32. Não se esqueça dos peixinhos oleosos.
  33. Coma alguns alimentos que foram pré-digeridos por bactérias ou fungos.
  34. Adoce e salgue sua comida você mesmo.
  35. Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza.
  36. Não coma cereais matinais que alterem a cor do leite.
  37. “Quanto mais branco o pão, mais depressa você vai para o caixão.”
  38. Dê preferência aos tipos de óleo e de grãos tradicionalmente moídos em mós.
  39. Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe.
  40. Seja o tipo de pessoa que toma suplementos – depois retire os suplementos.
  41. Coma mais como os franceses. Ou os japoneses. Ou os italianos. Ou os gregos.
  42. Olhe com ceticismo para os alimentos não tradicionais.
  43. Tome um copo de vinho durante o jantar.
  44. Pague mais, coma menos.
  45. … Coma menos.
  46. Pare de comer antes de se sentir satisfeito.
  47. Coma quando tiver fome, não quando estiver entediado.
  48. Consulte sua barriga.
  49. Coma devagar.
  50. “O banquete está na primeira garfada.”
  51. Passe curtindo uma refeição o mesmo tempo que o investido em prepará-la.
  52. Compre pratos e copos menores.
  53. Sirva-se de uma boa porção e não repita.
  54. “Coma como um rei no café da manhã, como um príncipe no almoço e como um mendigo no jantar.”
  55. Coma refeições.
  56. Restrinja seus lanches a alimentos vegetais não processados.
  57. Não compre seu combustível no mesmo lugar em que compra o de seu carro.
  58. Só coma à mesa.
  59. Tente não comer sozinho.
  60. Trate as guloseimas como guloseimas.
  61. Deixe alguma coisa no prato.
  62. Plante uma horta, se tiver espaço, e uma jardineira na janela, se não tiver.
  63. COZINHE
  64. Quebre as regras de vez em quando.

Doses de “CONHECIMENTO”

Boas doses de CONHECIMENTO, HABILIDADE e ATITUDE e de chás podem ajudar na sua caminhada de uma vida mais saudável.

O excesso de informações coletadas precisa de sistematização e organização para virar CONHECIMENTO útil e com aplicabilidade. São muitos meio que permeiam: intuição, sabedoria, necessidades de saúde, mídias sociais, rede de contatos, acesso aos alimentos e preço. Tudo precisa ter uma lógica, um fluxo coerente e um planejamento bem estruturado.

Para essa fase do CONHECIMENTO um bom chá é o de gengibre energético, estimulante, preventivo de infecções e estimulante da circulação, onde a clareza de idéias tem sua importância ressaltada.

Mas um container de conhecimento sem HABILIDADE para usar, filtrar as informações pode ser um funil que ajuda a diluir seus ideais. Portanto aprimore a cada dia suas HABILIDADES de comunicação, negociação e principalmente de criar e manter relacionamentos.

Bora treinar sua fluência em rótulos, para saber o que você come. Assim você adquire poder de saber o que está comendo.

Sabedoria e HABILIDADE se encontram na produção dos premiados chás verdes, o energético famoso é colhido por mulheres de acordo com sua faixa etária, devido ao calor e energia das suas mãos. Também mulheres tristes não colhem para não comprometer a qualidade do produto, assim como no mundo dos negócios se a tristeza ou depressão vierem precisam ser resolvidos para seguir em frente.

O pensamento sem ação não se transforma em ATITUDE, portanto deixe o medo e empondere-se com o CONHECIMENTO e HABILIDADE e inove, busque o seu diferencial e não seja apenas mais um no meio da multidão.

Para que as ATITUDES fluam com facilidade, aposte no chá de salsaparrilha uma erva de desintoxicação, assim como os negócios onde é preciso eliminar os custos excedentes para que o sucesso do negócio possa acontecer.

Com o desenvolvimento do famoso trio da administração usufrua de um negócio onde a saúde pessoal é preservada e o prazer e de viver é presente.

“Como fazer meu filho comer o que não gosta, mas que é necessário?”

Quer que seu filho(a) coma o que ele não gosta, mas que é saudável?

A melhor de todas as atitudes com a criança é o exemplo, em especial na primeira infância, fase na qual aprende mais com o exemplo do que com o discurso.
Desde a introdução dos alimentos a partir dos seis meses é essencial a apresentação de sabores diversos para que o paladar se acostume com o sabor da rúcula, berinjela. Não ficar só na sopinha de batata, cenoura, chuchu e carne faz a diferença para a criança não crescer tão seletiva.
Tem crianças que gostam de tudo misturado, já outras se alimentam melhor se o prato tiver divisões para a carne, arroz e feijão e salada, perceber o seu filho é essencial para o sucesso.
O envolvimento é chave do sucesso. Ao levar a criança para a feira, para a cozinha fazer biscoitos, no almoço de família colocar um chapéu de mestre cuca e decorar a salada ou um avental e ser o garçom da salada ou do prato saudável faz com que alimentar-se com qualidade seja uma deliciosa brincadeira com gosto de quero mais.

O que o adulto não deve fazer?

Não fazer da alimentação um cabo de guerra ou um campo de negociações com a criança, tem necessidades que são básicas, comer é como tomar banho a criança não tem a opção de não realizar a tarefa. A partir do momento que a criança fala e quer fazer escolhas ofereça coisas parecidas para ela escolher entre batata e mandioca, por exemplo.
Não usar comida como recompensa se comer a salada ganha a porção de sobremesa. Algumas vezes por não apreciar o sabor, outras por não gostar de um determinado tempero ou ainda para ganhar atenção dos pais a criança se recusa a comer determinado alimento, é mais eficiente descobrir a causa, por exemplo, fazendo um molho de iogurte ou decorando com tomate cereja, e achar uma solução do que premiar uma atitude.

É possível dar uma “camuflada” nesses alimentos, de forma que a criança passe a comê-los sem ao menos perceber?

A camuflagem de cozinhar a beterraba no feijão ou de colocar todos os legumes na sopa liquidificados não deve ser a primeira opção de uma mãe com um filho que se alimenta mal.
Já inovar fazendo panquecas coloridas de cenoura, espinafre ou beterraba, biscoitos caseiros com aveia e gotas de chocolate é uma atitude correta.

Dicas práticas de como tornar o prato mais “atraente” para a criançada.

Usar azeitonas para olhos de sapo num sanduíche, tomate para a boca.
Fazer um macarrão cabelo de anjo com abobrinha e cenoura raladas no sentido do comprimento cozinha em 3 minutos, é mais barato e nutritivo do que aquele famoso macarrão instantâneo. Dá para fazer olhos com rodelas de ovos, nariz com a ponta da cenoura e boca de beterraba cozida.
Saladas de paladar fácil para criança que não come salada ainda são as mais adocicadas como acelga, repolho roxo e cenoura.
Frutas em forma de espetinhos ou cortadas em pedacinhos para comer com as mãos, não precisa ser um chef para realizar cortes especiais só o capricho e carinho dos pais já são suficientes.

– A mãe deve se impor e obrigar o filho a comer? Por quê?

Tem sabores que de fato não são aceitos pelo nosso paladar, mas uma criança precisa ser apresentada oito vezes a um alimento para realmente ser excluído.
Não é necessário fazer nenhuma tortura. A imposição ou obrigação de um determinado alimento só cria uma relação ruim com a alimentação.
Proibir uma criança de comer brigadeiro, chocolate, dentre outros também não é correto. Existem alimentos que são para de vez em quando e guloseimas devem fazer parte de uma doce infância com quantidade, frequência e horário determinado pelos pais.

– De que forma a mãe pode adaptar o alimento à rotina da criança?

Num mundo em que os intervalos dos desenhos são bombardeados por alimentos industrializados repletos de sabor e de super vantagens trabalhar o conceito de alimentação saudável é um grande empreitada, portanto pais e nutricionistas precisam fazer a diferença.
Crianças obesas e desnutridas ao mesmo tempo são o resultado da total entrega da escolha de nossos alimentos a indústria alimentícia, a qual sabe ganhar dinheiro e cozinhar com muita gordura, açúcar e sal. As calorias e quantidade de gordura saturada extrapola as necessidades, mas existe carência de vitaminas e sais minerais.
Atitudes simples como fazer um suco natural no lugar de abrir uma caixinha, colocar na lancheira uma fruta fresca e de época, ter a oferta de salada colorida diariamente na mesa promovem mudanças.

– Recompensá-lo por ter comido tal alimento é correto? Como isso deve ser feito?

Comer é uma necessidade em todas as fases da vida, assim como trabalhar na vida adulta, as conquistas e bons hábitos devem ser parabenizados, mais jamais recompensados.
É muito importante que os pais percebam e escutem quando a criança já está satifeita.

No que você baseia as suas escolhas alimentares?

Quais são os seus parâmetros? Sua escolha é leve ou pesada?
Não estou falando de calorias ou restrições. Mas de alegria e tranquilidade na hora de se alimentar.
A alimentação deve ser programada na sua rotina de acordo com a rotina do seu dia. Que tal aproveitar dias de inspiração para cozinhar e deixar porções extras no freezer para levar de marmita? Se vai estar na rua que tal planejar uma ida a um restaurante de qualidade próximo ao horário do almoço.
Não precisa comer porque está no papel ou seguir o relógio com rigor militar. Tenha sempre algo na mão para os intervalos, essa atitude simples permite escolher o que vai comer, ao invés de ficar refém das opções que existem no momento, ou até de ficar com fome, pois não tem nada para comer.
Sentir fome é natural e saudável, não ignore os sintomas e aprenda com o tempo a perceber a diferença de fome psicológica e fisiológica.
É orgânico do corpo a experimentação de sinais de fome e saciedade ao longo do dia. Isso serve como uma motivação para comer e paramos o que estamos fazendo para ir em busca do alimento. A alimentação consciente, nos ajuda a despertar para os sinais que o corpo apresenta neste sentido e a respeitá-los.
Seja flexível, é importante se ajustar ao possível para não gerar mais estresse para seu dia.
Sempre digo nas consultas que culpa pesa e perdão emagrece. Quando você sente-se culpado a sua produção de cortisol aumenta e a probabilidade de mal estar é grande.

Redescubra sua saúde com nutrição inteligente e criatividade

Você já pensou que existem mais farmácias do que lojas de comida fresca? Isso nos sinaliza que existem mais pessoas doentes do que saudáveis, mais pessoas remediando sua saúde do que prevenindo.
Para ter mais saúde, que tal comprar maior quantidade de alimentos in natura, assim terá nutrientes com melhor biodisponibilidade. Priorize a compra dos alimentos da safra e compre na sua região, para poluir menos e fortalecer o comércio local.
Na medida do possível, consuma mais orgânicos, conheça as feiras da sua cidade e valorize quem produz, muitos dos produtores vendem direto para o consumidor final. Plante algo em casa! De um tempero a uma salada deliciosa, vai depender do seu espaço e da sua dedicação.
A abóbora, por exemplo, pode congelar a parte que não utilizar em cubos, as sementes podem ser tostadas e são excelente fonte de nutrientes e um ótimo vermífugo. Da casca da melancia se faz geléia e do arroz pode ser feito um bolinho de arroz assado.
Medidas de economia, onde a palavra crise perde o S e vira crie, que tal: redução do impacto das embalagens desnecessárias com uso de sacolas ecológicas, armazenamento correto para evitar desperdício e boa programação das compras com listas ou aplicativos para reduzir o desperdício de alimentos.
É preciso parar de fazer o mesmo e descobrir novas maneiras de fazer acontecer. Usarmos a criatividade! Está difícil sozinha? Pense em alternativas para contar com o estímulo de mais pessoas! Quer um exemplo de uma alternativa? Atendo muitos que estão firmes no propósito de descobrirem uma vida mais feliz, com alegria, saúde e prazer.

Como começar a cultivar bons hábitos alimentares

Faço um paralelo no quesito nutricional ao abecedário. Cada um está numa fase e pode evoluir um pouco de cada vez para que novos hábitos se tornem rotina, pois acredito que tudo o que é radical dura pouco tempo.
Até os 20 anos André Busato achava que não gostava de nada que era diferente do que estava habituado a comer. Tinha uma alimentação, de certa forma, limitada, sem muita diferenciação de nutrientes. Por exemplo: só comia alface, pepino e repolho como salada. Ele afirma que possuía um bloqueio psicológico com o diferente e uma grande limitação no paladar. Tinha um certo medo da comida e do novo. Mas foi capaz de se renovar e aprender.
Conforme ele foi entendendo a importância de uma nutrição mais equilibrada, partiu em busca de alternativas que o pudessem ajudar a melhorar.
Dentre as mudanças que fez, três foram relevantes nesse processo:
A primeira foi a adaptação gradual com novos alimentos, ele cortava tudo bem picadinho e comia misturado com as coisas que gostava, no caso, arroz e feijão! ‘tudo no mundo era arroz e feijão, e continua sendo ‘.
A segunda atitude foi uma detox de 2 semanas onde ficou sem comer carnes, açúcar industrializado, gordura ruim e processados. Além de ingerir muito suco verde!!! Nessa fase ele teve a oportunidade de provar diferentes tipos de bons nutrientes e para ajudar deu uma boa limpada no corpo.
E o terceiro passo foi a sua presença atrás do fogão se tornou uma aventura constante.
Apesar de já buscar uma alimentação melhor, ele apenas começou a cozinhar todo dia quando saiu de casa aos 24 anos para morar um semestre fora. A cada dia, tem gostado mais de cuidar da sua alimentação, desde a compra até o preparo dos alimentos, gerando maior qualidade nas refeições.
Esse menino deu um belo salto na sua evolução nutricional. Cultivando bons novos hábitos e colhendo mais saúde. Hoje, cozinhar se tornou um de seus hobbies favoritos, pois além de comer bem, o que é excelente, ele faz isso com e para as pessoas que ele gosta, o que torna tudo melhor.
Se nosso corpo é a nossa máquina de produzir durante a vida, não faz sentido ingerir grande quantidade de alimentos ruins, tipo aquela: você não colocaria gasolina de má qualidade em uma Ferrari. Esse irmão caçula da nutricionista aqui me enche de orgulho.
André acredita também que muito da mudança da alimentação vem do tempo que as pessoas têm disponível para se alimentar, o qual está cada dia mais limitado. Sendo assim, uma boa logística na organização dos alimentos ajuda, e muito, a manter uma boa qualidade nas refeições, evitando cair nas tentações dos fast-foods de maneira contínua.
Eu creio que o que existe de mais democrático no mundo são nossas 24 horas, todos temos o mesmo tempo, independente de sexo, credo e status social. Por isso, planejamento é a chave do sucesso para uma alimentação que visa alegria, saúde e prazer.
Lhe convido a começar uma só melhoria em sua alimentação e colocar em prática um plano de ação e cultivar bons hábitos a partir de agora.

Escolhendo Hortifruti

Frutas:
Abacaxi: Abacaxis doces têm coloração amarelada e escamas grandes. Quando as folhas da coroa se soltam com facilidade, o abacaxi está no ponto para ser consumido.
Abacate: Prefira os mais pesados e firmes. Se estiverem macios, significa que estão muito maduros.
Ameixa: Escolha ameixas firmes, sem partes amolecidas ou manchadas.
Banana: Prefira as bananas mais cheinhas, com consistência firme. Bananas manchadas geralmente já estão muito maduras, e passarão do ponto rapidamente. Caso queira comprar alguns cachos, para serem consumidos aos poucos, escolha as de pontas verdes, já que ainda não estão totalmente maduras.
Caqui: Escolha caquis sem rachaduras, verifique se estão firmes e de cor uniforme. Evite os caquis amassados e murchos.
Figo: Evite os figos com partes moles ou amassadas.
Goiaba: Escolha as goiabas de formato regular, que não apresentam picadas de insetos, nem machucados. A casca deve estar firme, sem nenhuma parte amassada.
Laranja: As laranjas mais doces são as que estão começando a ficar amareladas. Escolha as mais pesadas (mais suco) e mais firmes (não cedem à pressão dos dedos).
Limão: Escolha os mais pesados, sem manchas na casca e que cedam levemente à pressão dos dedos.
Maçã: Prefira as maçãs firmes, viçosas e com a casca brilhante.
Mamão Papaia: Escolha mamões amarelados, com consistência firme e de tamanho médio. Se for consumir aos poucos, escolha alguns levemente esverdeados (não muito esverdeados, pois muitos não amadurecem regularmente). Jamais compre mamões com consistência mole ou amassados.
Manga: Evite mangas amassadas, com rachaduras ou cobertas com liquido melado (fruta passada).
Maracujá: Escolha os de casca brilhante, firme, sem manchas ou rachaduras. Prefira os mais pesados.
Melancia: As melhores melancias têm casca firme, brilhante e sem manchas. Com o nó dos dedos, bata na casca e analise o som: se o som for oco, a fruta está em boas condições.
Melão: Escolha os melões com as pontas moles (ao serem comprimidas devem ceder suavemente). Casca: firme, cor forte e sem rachaduras. Prefira os melões de maior peso.
Pêra: Deve apresentar consistência firme, sem cortes, machucados ou picadas de insetos.
Pêssego: A consistência deve ser firme, sem no entanto ser muito dura. A cor do fruto deve ser creme, branca, amarelada ou avermelhada; evite os frutos verdes (amadurecimento irregular).

Verduras e legumes:
Abóbora: Quanto mais vermelha (coloração mais forte), melhor. Casca: firme, sem rachaduras, manchas ou partes moles. Bata com os nós dos dedos no fruto: se o som for oco, a fruta está em boas condições.
Alcachofra: Segure-a pelo talo e balance: se as folhas estiverem bem soltas, a alcachofra está em boas condições para ser consumida
Alface: Compre as alfaces de folhas limpas, brilhantes e sem manchas ou marcas de picadas de insetos.
Batata: Evite as batatas com grandes deformações ou buracos. Verifique se a casca está firme (não cede á pressão dos dedos).
Berinjela: Dê preferência às berinjelas com consistência firme, de coloração roxo-esverdeada a roxo-escura.
Beterraba: Escolha as menores, de coloração forte e com folhas brilhantes.
Brócolis: Devem estar frescos, limpos e com as folhas verdes.
Cebola: A casca deve estar firme, brilhante e sem manchas.
Cenoura: Evite comprar cenouras muito grandes, já que geralmente não são muito saborosas. Escolha as de cor uniforme e forte.
Couve-flor: Observe se os talos estão firmes, e se não existem manchas ou picadas de insetos.
Espinafre: Dê preferência aos de folhas frescas, de cor verde-escura brilhante, sem marcas ou picadas de insetos.
Mandioca: Não compre mandiocas com manchas escuras.
Tomate: Deve ser firme e consistente. Para molho, prefira os mais vermelhos.

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