Formigamento nas pernas: causas e quando investigar

Introdução
Sentir formigamento nas pernas depois de ficar muito tempo na mesma posição é comum. Mas, quando a sensação se repete ou não passa, pode indicar alterações nos nervos, na coluna, no metabolismo ou na circulação.
Observar onde o sintoma aparece, quanto tempo dura e se afeta uma ou as duas pernas ajuda a orientar a avaliação. Neste artigo, você entenderá as possíveis causas, os sinais de alerta e quando procurar atendimento médico.
Formigamento na perna: o que é e por que acontece
O formigamento é uma alteração da sensibilidade chamada parestesia. Ele pode ser percebido como pequenas agulhadas, sensação de choque, dormência ou como se a pele estivesse “adormecida”.
Essa sensação pode surgir em diferentes partes da perna, como coxa, panturrilha, tornozelo ou pé. Às vezes, aparece sozinha; em outras, vem acompanhada de dor, queimação ou perda de sensibilidade.
Os nervos funcionam como vias de comunicação entre o corpo, a medula espinhal e o cérebro. Eles levam informações sobre toque, temperatura e dor e também participam do controle dos movimentos.
Quando um nervo é pressionado, irritado ou apresenta algum dano, essa comunicação pode ser alterada. O cérebro pode, então, interpretar os sinais de forma diferente, produzindo a sensação de formigamento.
Um exemplo comum acontece ao ficar sentado sobre a perna ou com as pernas cruzadas por muito tempo. A pressão sobre um nervo pode provocar dormência e formigamento, que costumam melhorar após mudar de posição e aliviar a pressão.
Em outras situações, a alteração não está apenas no ponto em que a sensação aparece. Um problema na região lombar, por exemplo, pode afetar um nervo e causar sintomas ao longo da perna ou no pé.
O funcionamento dos nervos também pode ser afetado por condições gerais de saúde. Diabetes, deficiência de vitamina B12 e alterações da tireoide estão entre as situações que podem estar associadas ao formigamento.
Alterações da circulação também podem causar sintomas nas pernas, embora nem todo formigamento indique um problema circulatório. A avaliação considera os demais sinais presentes, como dor, mudança de cor ou temperatura da pele.
O formigamento é um sintoma, não um diagnóstico. Sua presença, isoladamente, não permite identificar a causa nem determinar se ela é leve ou grave.
Por isso, vale observar em qual parte da perna ele aparece, se acompanha um trajeto e se acontece de um lado ou dos dois. Também é útil notar quanto tempo dura, se volta a ocorrer e se há outros sintomas.
Essas informações ajudam o profissional de saúde a direcionar a avaliação quando ela for necessária. Em geral, uma sensação breve que melhora após mudar de posição é diferente de um sintoma persistente, recorrente ou acompanhado de fraqueza.
Formigamento em uma perna ou nas duas
O formigamento pode aparecer em uma única perna ou nas duas. Essa diferença ajuda a orientar a avaliação, mas não identifica a causa sozinha.

Ilustração gerada por IA
Também importa observar se a sensação fica em um ponto, percorre parte da perna ou chega ao pé. Informe ao profissional de saúde quando ela começou e se ocorre junto com dor, dormência ou fraqueza.
Quando pega uma perna só
Quando o sintoma afeta apenas uma perna, pode estar relacionado à pressão ou irritação de um nervo em algum ponto do seu trajeto. Isso pode acontecer, por exemplo, na coluna ou próximo ao joelho.
Uma posição mantida por muito tempo também pode causar formigamento temporário. Se a sensação passa depois de mudar de posição e não se repete, em geral não indica um problema persistente.
Formigamento na perna esquerda ou na perna direita
O lado afetado, por si só, não aponta uma doença específica. Tanto a perna esquerda quanto a direita podem apresentar formigamento por compressão de nervos ou por outras causas.
Vale observar se o sintoma sempre aparece do mesmo lado e em qual região. Esses detalhes ajudam a avaliar se há um padrão e se é necessário investigar.
Quando pega as duas pernas
O formigamento bilateral pode ocorrer após permanecer em uma posição que pressione os nervos das duas pernas. Também pode estar relacionado a alterações que afetam vários nervos, como a neuropatia periférica.
Nesses casos, a sensação pode começar nos pés e, com o tempo, avançar pelas pernas. Ainda assim, atingir os dois lados não confirma uma causa metabólica ou generalizada: a avaliação considera o conjunto dos sintomas.
O trajeto também conta
O local em que o formigamento começa e por onde se espalha pode oferecer pistas. Uma sensação que parte da região lombar ou da nádega e desce por uma perna, por exemplo, pode ocorrer quando uma raiz nervosa está irritada.

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Já um formigamento concentrado na parte externa da coxa ou próximo ao joelho pode ter relação com um nervo mais localizado. Esses padrões não permitem fechar o diagnóstico sem avaliação.
Procure atendimento imediato se o formigamento vier acompanhado de fraqueza súbita, dificuldade para controlar a urina ou as fezes, ou perda de sensibilidade na região genital e ao redor do ânus.
Quando pega uma perna só
Quando o formigamento aparece em apenas uma perna, pode estar relacionado à irritação ou à compressão de um nervo. Isso pode acontecer, por exemplo, depois de ficar muito tempo sentado com as pernas cruzadas.
Nessa situação, a sensação costuma melhorar após mudar de posição e aliviar a pressão. Se desaparecer rapidamente e não houver outros sintomas, geralmente não é motivo de preocupação.
O formigamento de um lado também pode surgir quando um nervo é afetado na coluna ou em outra parte do seu trajeto. A localização e os sintomas associados ajudam o profissional de saúde a investigar a origem.
Por exemplo, o desconforto que começa na lombar e se espalha pela nádega e pela parte de trás da perna pode estar associado à irritação de uma raiz nervosa. Já uma sensação restrita à parte externa da coxa pode ter outra origem.
Nem todo formigamento em uma perna vem da coluna. Compressões perto do joelho ou do tornozelo, lesões e outras alterações locais também podem afetar os nervos e provocar sensações em áreas específicas.
Ao observar o sintoma, vale notar se ele aparece na coxa, na panturrilha, no pé ou nos dedos. Perceba também se está ligado a alguma posição, se acontece com frequência e quanto tempo demora para melhorar.
A presença de dor, dormência ou fraqueza é outra informação importante. Dificuldade para levantar a ponta do pé ou para caminhar, por exemplo, deve ser comunicada ao profissional de saúde.
O lado afetado, por si só, não identifica a causa: tanto a perna esquerda quanto a direita podem apresentar formigamento por diferentes motivos. O conjunto de características é mais útil do que tentar chegar a um diagnóstico pela localização isolada.
Procure atendimento imediato se o formigamento começar de repente e vier acompanhado de fraqueza em um lado do corpo, rosto caído ou dificuldade para falar. Esses podem ser sinais de acidente vascular cerebral (AVC).
Também busque atendimento imediato se houver perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região genital ou fraqueza importante ou que esteja piorando. Se a perna ficar subitamente fria, pálida e dolorosa, procure atendimento de urgência.
Fora dessas situações, marque uma consulta se o formigamento persistir, voltar com frequência ou interferir nas atividades. A avaliação ajuda a identificar a causa e orientar o cuidado adequado.
Formigamento na perna esquerda ou na perna direita
O formigamento pode afetar apenas a perna esquerda ou apenas a direita. Em geral, o lado afetado, por si só, não identifica a causa: é importante observar também o local, a duração e os sintomas associados.
Uma posição mantida por muito tempo pode comprimir temporariamente um nervo e causar formigamento em uma das pernas. A sensação costuma melhorar após mudar de posição e aliviar a pressão.
Alterações na coluna ou a compressão de um nervo ao longo da perna também podem provocar o sintoma de um só lado. Dor nas costas, sensação de queimação ou perda de força são informações importantes para relatar na consulta.
Procure avaliação médica se o formigamento persistir, voltar com frequência ou vier acompanhado de dor ou fraqueza. Busque atendimento imediato se surgir de repente com fraqueza importante, dificuldade para falar ou alteração no rosto, ou se a perna ficar fria, pálida e muito dolorida.
Quando pega as duas pernas
Quando o formigamento aparece nas duas pernas, vale observar se começou nos pés e subiu aos poucos, se ocorre ao mesmo tempo dos dois lados e se há dor, dormência ou fraqueza. Essas características ajudam a orientar a avaliação, mas não definem a causa por si só.
Uma possibilidade é a compressão temporária de nervos ao permanecer muito tempo na mesma posição. Nesse caso, a sensação costuma melhorar depois que a pessoa muda de posição e retoma os movimentos.
Quando o sintoma começa nos pés, de maneira semelhante dos dois lados, e progride gradualmente, pode estar relacionado a uma alteração dos nervos periféricos, chamada neuropatia periférica. Além do formigamento, ela pode causar queimação, perda de sensibilidade ou dificuldade para perceber mudanças de temperatura.
O diabetes é uma das possíveis causas de neuropatia periférica. Outras condições, como deficiência de vitamina B12, consumo excessivo de álcool e uso de alguns medicamentos, também podem estar associadas ao problema.
Alterações na coluna ou, mais raramente, na medula espinhal também podem provocar sintomas nas duas pernas. Nesses casos, podem ocorrer dor nas costas, alterações de sensibilidade, fraqueza ou dificuldade para caminhar, dependendo da região afetada.
Problemas de circulação são outra possibilidade, embora o formigamento isolado não confirme essa causa. Dor ao caminhar que melhora com o repouso, pés frios ou feridas que não cicatrizam são exemplos de sinais que merecem avaliação.
Observe se a sensação aparece em repouso ou durante atividades, quanto tempo dura e se melhora ao mudar de posição. Informar ao profissional de saúde se ela afeta igualmente os dois lados e se interfere no sono ou na caminhada também pode ser útil.
Marque uma consulta se o formigamento persistir, voltar com frequência ou vier acompanhado de dor, alteração de sensibilidade ou dificuldade para caminhar. Evite tomar suplementos ou interromper medicamentos por conta própria: o tratamento depende da causa identificada.
Procure atendimento imediato se houver fraqueza importante ou que esteja piorando, perda do controle da urina ou das fezes, ou dormência na região genital. Esses sinais podem indicar compressão grave de nervos e precisam ser avaliados com urgência.
O trajeto também conta
O trajeto do formigamento é o caminho que a sensação percorre: ele pode ficar restrito a uma área, descer pela perna ou aparecer em diferentes partes do pé. Esse padrão oferece pistas para a avaliação, mas não permite identificar a causa sozinho.
Vale observar onde a sensação começa, até onde se estende e se segue sempre o mesmo caminho. Também é útil notar se ela aparece junto com dor, dormência, queimação ou perda de força.
Quando o formigamento começa nas costas ou nas nádegas e desce pela parte de trás da perna, pode estar relacionado à irritação de uma raiz nervosa na coluna. Esse padrão pode ocorrer na ciática, muitas vezes acompanhada de dor que se irradia.
A sensação também pode aparecer apenas em uma faixa da coxa ou em uma parte da perna ou do pé. Dependendo da região, uma possibilidade é a compressão de um nervo em seu trajeto, como na virilha, perto do joelho ou no tornozelo.
Por exemplo, formigamento e queimação na parte externa da coxa podem ocorrer quando um nervo da região é comprimido. Ainda assim, outras alterações podem causar sintomas parecidos, e o exame clínico ajuda a diferenciá-las.
Quando a sensação começa nos dedos ou nas plantas dos pés e aparece de forma semelhante nos dois lados, uma possibilidade é a neuropatia periférica. Nessa condição, os nervos fora do cérebro e da medula são afetados por causas diversas, entre elas o diabetes.
O percurso nem sempre é fácil de descrever: o formigamento pode mudar de lugar, ser difuso ou afetar mais de uma região. A intensidade e a localização podem variar, e um padrão isolado não confirma nem descarta uma doença.
Para ajudar na consulta, procure registrar quando o sintoma começou, quanto tempo dura e o que estava fazendo naquele momento. Conte também se mudar de posição, caminhar ou repousar altera a sensação.
Informe ao profissional se há dor nas costas, alterações de sensibilidade ou dificuldade para levantar a ponta do pé. Essas informações, combinadas com o exame físico, ajudam a orientar a investigação e a decidir se são necessários exames.
Quanto tempo dura o formigamento nas pernas?
A duração do formigamento varia conforme a causa. A sensação pode desaparecer em poucos minutos, voltar em diferentes momentos ou permanecer por períodos prolongados.
Quando surge após ficar muito tempo na mesma posição, geralmente melhora pouco depois que a pressão sobre o nervo é aliviada. Se não passar, não voltar ao padrão habitual ou ocorrer sem um motivo claro, vale buscar orientação médica.
Formigamento passageiro, recorrente ou persistente
O formigamento passageiro aparece por um curto período e desaparece. Isso pode acontecer, por exemplo, depois de ficar sentado com as pernas cruzadas.
Ao mudar de posição, a sensação costuma diminuir gradualmente. Um episódio isolado que melhora e não vem acompanhado de outros sintomas geralmente não é motivo de preocupação.
O formigamento recorrente vai embora, mas volta. Pode ocorrer em situações semelhantes, como ao permanecer sentado, ou aparecer sem um gatilho que a pessoa consiga identificar.
Mesmo que cada episódio seja breve, a repetição merece avaliação, especialmente se estiver se tornando mais frequente ou atrapalhando o sono, o trabalho ou a caminhada. Não é necessário esperar que o sintoma fique constante para procurar ajuda.
O formigamento persistente permanece ou melhora pouco com o tempo e com a mudança de posição. Ele pode estar relacionado a diferentes condições, como alterações nos nervos ou no metabolismo, mas a duração, sozinha, não permite identificar a causa.
Marque uma consulta se a sensação persistir, voltar com frequência ou vier acompanhada de dor, dormência ou dificuldade para realizar atividades. Informe também se ela está piorando ou se passou a atingir outras regiões.
Para ajudar na avaliação, anote quando o sintoma começou, quanto tempo dura cada episódio e se algo parece provocá-lo ou aliviá-lo. Observe onde ele aparece e se há dor, perda de sensibilidade ou fraqueza.
Não espere para avaliar a duração se o formigamento surgir de repente com fraqueza em um lado do corpo, rosto caído ou dificuldade para falar. Procure atendimento imediato: esses podem ser sinais de AVC.
Também procure atendimento imediato diante de perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região genital ou fraqueza importante ou progressiva. Uma perna que fique subitamente fria, pálida e dolorosa também exige atendimento de urgência.
Formigamento passageiro, recorrente ou persistente
A duração do formigamento varia conforme a causa. Além de observar quanto tempo cada episódio dura, vale perceber se a sensação desaparece completamente ou retorna em determinadas situações.
Formigamento passageiro é aquele que surge por pouco tempo e melhora espontaneamente. Pode acontecer, por exemplo, após ficar com as pernas cruzadas ou sentado em uma posição que pressione um nervo.
Nesses casos, a sensação costuma diminuir em poucos minutos depois que a pressão é aliviada e a posição muda. Se não melhorar ou se houver outros sintomas, não é seguro atribuí-la apenas à postura.
Formigamento recorrente é aquele que aparece em episódios repetidos, mesmo que passe entre eles. Pode ocorrer após certas atividades ou posições, mas também pode estar relacionado a alterações que precisam de avaliação.
Observe com que frequência ele aparece, quanto dura e se ocorre sempre no mesmo lugar. Se os episódios voltam com frequência, estão aumentando ou atrapalham a rotina, marque uma consulta.
Formigamento persistente é aquele que não desaparece ou permanece por um período prolongado. Ele também merece avaliação, especialmente quando não há uma causa passageira evidente ou quando se associa a dor, dormência ou perda de sensibilidade.
Não existe um tempo único que permita identificar a causa apenas pela duração. A avaliação considera também o início do sintoma, sua localização, a evolução e a presença de outras alterações.
Para ajudar na consulta, anote quando o formigamento começou, se afeta uma ou as duas pernas e o que parece provocá-lo ou aliviá-lo. Relate também dor nas costas, dificuldade para caminhar e doenças já diagnosticadas, como diabetes.
Não espere para marcar uma consulta se o formigamento começar de repente junto com fraqueza em um lado do corpo, rosto caído ou dificuldade para falar: procure atendimento imediato.
O mesmo cuidado é necessário se houver perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região genital ou fraqueza importante ou progressiva. Uma perna que fica subitamente fria, pálida e dolorosa também exige atendimento de urgência.
Em situações leves, mudar de posição pode aliviar a sensação. Porém, se ela persistir ou se repetir, a melhora temporária não substitui a investigação da causa.
O que pode causar formigamento nas pernas?
O formigamento nas pernas pode surgir quando um nervo é pressionado ou irritado. Também pode estar relacionado a alterações que afetam vários nervos, como as causadas pelo diabetes, ou, em algumas situações, a problemas de circulação.
Uma causa comum e passageira é permanecer muito tempo na mesma posição. Sentar com as pernas cruzadas, por exemplo, pode pressionar um nervo e provocar a sensação, que costuma melhorar após mudar de posição.
Quando o formigamento se repete ou não passa, existem outras possibilidades a considerar. Entre os grupos de causas estão:
- Alterações nos nervos e na coluna: uma hérnia de disco ou outra condição que comprima uma raiz nervosa pode causar formigamento, às vezes acompanhado de dor que percorre a perna. Nervos também podem ser comprimidos em pontos da própria perna.
- Causas metabólicas e gerais: diabetes, deficiência de vitamina B12 e alterações da tireoide estão entre as condições que podem afetar os nervos.
A deficiência de vitaminas não deve ser presumida sem avaliação.
- Problemas circulatórios: a redução do fluxo de sangue pode provocar sintomas na perna, especialmente dor, mudança de temperatura ou alteração de cor.
O formigamento isolado não confirma uma causa vascular.
- Outras situações: consumo excessivo de álcool, alguns medicamentos, lesões e determinadas infecções também podem estar associados ao sintoma.
A localização ajuda a orientar a investigação, mas não permite concluir a causa por conta própria. Um nervo comprimido pode afetar uma área específica, enquanto problemas que atingem vários nervos podem começar nos pés e envolver as duas pernas.
O médico também considera a duração, a frequência e a presença de dor, perda de sensibilidade ou fraqueza. Doenças já diagnosticadas, medicamentos em uso e situações que desencadeiam o sintoma são informações úteis na consulta.
Se o formigamento for persistente, recorrente ou estiver piorando, procure avaliação médica. Busque atendimento imediato se ele começar de repente com fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade para falar.
Procure urgência também diante de perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região genital, fraqueza progressiva ou uma perna subitamente fria, pálida e dolorosa. Esses sinais não devem ser atribuídos apenas à postura.
Causas nos nervos e na coluna
Os nervos levam informações entre o cérebro, a medula espinhal e as pernas. Quando um nervo é comprimido ou lesionado, pode surgir formigamento, dormência, dor ou fraqueza na região atendida por ele.
A alteração pode estar próxima à coluna ou em um ponto do trajeto do nervo pela perna. A localização dos sintomas ajuda a orientar a avaliação, mas não confirma a causa por si só.
Hérnia de disco e dor ciática
Os discos ficam entre as vértebras e ajudam a amortecer os movimentos da coluna. Uma hérnia ocorre quando parte de um disco se desloca e, em alguns casos, irrita ou comprime uma raiz nervosa.
Na região lombar, essa alteração pode causar dor que se espalha da parte inferior das costas ou do glúteo para a perna. Também pode haver formigamento, dormência ou fraqueza ao longo do trajeto afetado.
A dor que segue esse percurso é frequentemente chamada de ciática. Embora uma hérnia de disco possa provocá-la, existem outras causas, e nem toda hérnia encontrada em um exame explica os sintomas.
O quadro costuma afetar uma perna, e a intensidade pode variar. Uma avaliação identifica se há perda de força ou de sensibilidade e se são necessários exames.
Compressão de nervos na perna
Um nervo também pode ser comprimido fora da coluna. Isso pode acontecer por pressão prolongada, lesão ou estreitamento do espaço por onde ele passa.
Um exemplo é a compressão do nervo fibular próximo à parte externa do joelho. Ela pode causar formigamento na perna ou no pé e, em alguns casos, dificuldade para levantar a parte da frente do pé.
Outra possibilidade é a compressão de um nervo sensitivo na região da virilha, que pode provocar queimação ou formigamento na parte externa da coxa. Esse quadro é conhecido como meralgia parestésica.
A melhora após mudar de posição pode ocorrer quando a pressão é passageira. Se o sintoma persistir, voltar com frequência ou vier acompanhado de fraqueza, procure avaliação médica.
Fraqueza importante ou progressiva, dormência na região genital ou perda do controle da urina ou das fezes exigem atendimento imediato. Esses sinais podem indicar uma compressão nervosa grave que precisa ser investigada sem demora.
Hérnia de disco e dor ciática
A hérnia de disco acontece quando parte de um disco entre as vértebras se desloca e pode pressionar ou irritar uma raiz nervosa. Quando isso ocorre na região lombar, pode surgir dor ciática, acompanhada de formigamento ou dormência na perna.
A dor ciática costuma começar na parte inferior das costas ou na nádega e descer pela parte de trás da perna, às vezes até o pé. Em geral, afeta um lado do corpo, mas o trajeto e os sintomas variam conforme o nervo atingido.
Algumas pessoas também percebem fraqueza na perna ou no pé. Por outro lado, nem toda hérnia causa sintomas, e o formigamento isolado não confirma esse diagnóstico.
A avaliação considera os sintomas e o exame físico. Exames de imagem, como a ressonância magnética, podem ser solicitados em determinadas situações, mas nem sempre são necessários.
Fraqueza importante ou progressiva, dormência na região genital ou perda do controle da urina ou das fezes exigem atendimento imediato.
Compressão de nervos na perna
A compressão de um nervo na perna pode causar formigamento, dormência ou dor na área atendida por ele. Os sintomas variam conforme o nervo afetado e podem aparecer mesmo sem dor nas costas.
Um exemplo é a compressão do nervo fibular, próximo à parte externa do joelho. Ela pode ocorrer após pressão prolongada, como ao cruzar as pernas, ou estar associada a uma lesão.
Nesse caso, o formigamento pode atingir a lateral da perna e o dorso do pé. Em situações mais graves, pode haver dificuldade para levantar a ponta do pé.
Outra possibilidade é a compressão de um nervo na virilha, que causa formigamento ou queimação na parte externa da coxa. Roupas apertadas e outras situações que aumentam a pressão na região podem contribuir.
O local do sintoma, por si só, não confirma o diagnóstico. Se o formigamento persistir ou se repetir, procure avaliação médica; fraqueza nova ou progressiva exige atendimento imediato.
Causas metabólicas e gerais
Alterações metabólicas e outras condições que afetam o organismo podem interferir no funcionamento dos nervos e causar formigamento nas pernas. Em muitos casos, os sintomas aparecem nos pés e avançam gradualmente, podendo atingir os dois lados.
Esse padrão pode ocorrer na neuropatia periférica, termo usado para alterações nos nervos fora do cérebro e da medula espinhal. Além do formigamento, ela pode provocar dormência, queimação, dor ou perda de sensibilidade.
Entre as possíveis causas estão o diabetes, a deficiência de vitamina B12, doenças renais e alterações da tireoide. O consumo excessivo de álcool e alguns medicamentos, incluindo certos quimioterápicos, também podem prejudicar os nervos.
A deficiência de vitamina B12 pode ocorrer por alimentação insuficiente ou por dificuldade de absorção. Além dos sintomas nas pernas, algumas pessoas apresentam cansaço, alterações de equilíbrio ou anemia, mas nem todos esses sinais estão presentes.
Essas condições não podem ser identificadas apenas pelo local ou pelo tipo de formigamento. A avaliação médica considera o histórico de saúde, a alimentação, o uso de medicamentos e outros sintomas.
Conforme a suspeita, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar a glicose, a vitamina B12, a função dos rins e da tireoide. Os resultados ajudam a orientar a investigação, mas devem ser interpretados junto com a avaliação clínica.
Não é recomendado iniciar suplementos ou interromper medicamentos por conta própria. O tratamento depende da causa, e doses excessivas de algumas vitaminas, como a B6, também podem causar lesão nos nervos.
Neuropatia periférica diabética
O diabetes é uma causa frequente de neuropatia periférica. Níveis elevados de glicose no sangue ao longo do tempo podem danificar os nervos, sobretudo os que chegam aos pés e às pernas.
Os sintomas costumam começar nos pés, de forma semelhante nos dois lados, e podem incluir formigamento, queimação ou redução da sensibilidade. A pessoa também pode não perceber pequenos machucados, o que aumenta o risco de feridas.
Manter o acompanhamento do diabetes e examinar os pés regularmente ajuda a prevenir complicações. Feridas, sinais de infecção ou alterações de sensibilidade devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Ter formigamento não significa, necessariamente, ter diabetes. Da mesma forma, pessoas com diabetes podem apresentar o sintoma por outras causas, que também precisam ser consideradas na consulta.
Neuropatia periférica diabética
A neuropatia periférica diabética é uma alteração dos nervos que pode ocorrer em pessoas com diabetes. Ao longo do tempo, níveis elevados de glicose no sangue podem contribuir para esse dano.
O formigamento costuma começar nos pés e, muitas vezes, afeta os dois lados. Com a progressão, pode alcançar as pernas e vir acompanhado de dormência, queimação, dor ou redução da sensibilidade.
Esses sintomas não confirmam neuropatia diabética: outras condições também podem causá-los. A avaliação médica considera o histórico de diabetes, as características dos sintomas e o exame dos pés e da sensibilidade.
A perda de sensibilidade pode fazer com que cortes e feridas passem despercebidos. Por isso, é importante examinar os pés regularmente e procurar atendimento se houver ferida, vermelhidão ou inchaço.
O tratamento depende de cada caso e pode incluir o controle da glicose, cuidados com os pés e medicamentos para aliviar a dor. Pessoas com diabetes que percebam formigamento persistente ou recorrente devem marcar uma consulta.
Causas de circulação
Alterações na circulação podem causar desconforto nas pernas e, em algumas situações, formigamento. Porém, essa sensação isolada é frequentemente relacionada aos nervos e não confirma um problema vascular.
A circulação arterial leva sangue rico em oxigênio aos tecidos. Quando há estreitamento das artérias das pernas, condição chamada doença arterial periférica, a chegada de sangue pode ser reduzida, especialmente durante o esforço.
Um sintoma comum é a dor ou o cansaço na panturrilha ao caminhar, que melhora após alguns minutos de repouso. Algumas pessoas também podem notar pés frios, mudanças na cor da pele ou feridas que demoram a cicatrizar.
Diabetes, tabagismo, pressão alta e colesterol elevado estão entre os fatores associados à doença arterial periférica. Ainda assim, ter um desses fatores ou sentir formigamento não significa que a pessoa tenha a doença.
A redução súbita e intensa da circulação arterial é uma emergência. Dor forte de início repentino, perna ou pé muito frio e pálido, dormência ou dificuldade para movimentar o membro exigem atendimento imediato.
Já as veias levam o sangue de volta ao coração. Quando esse retorno é prejudicado, podem aparecer sensação de peso, inchaço e desconforto nas pernas, geralmente mais perceptíveis ao fim do dia ou após longos períodos em pé.
Outra condição é a trombose venosa profunda, em que um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente de uma perna. Ela pode causar inchaço, dor, calor e vermelhidão, embora nem sempre provoque todos esses sinais.
Formigamento não é o sintoma mais característico da trombose. Mesmo assim, uma perna que incha ou dói sem explicação, principalmente quando também está quente ou avermelhada, precisa de avaliação médica urgente.
Se esses sintomas forem acompanhados de falta de ar repentina, dor no peito, desmaio ou tosse com sangue, procure atendimento de emergência. Esses sinais podem indicar que um coágulo atingiu os pulmões.
Na consulta, o profissional avalia os sintomas, examina as pernas e considera os fatores de risco. Conforme a suspeita, pode solicitar exames, como ultrassom Doppler ou medição da pressão nos tornozelos e braços.
O tratamento depende da causa identificada. Por isso, não use medicamentos por conta própria nem tente definir a origem do formigamento apenas pela aparência da perna.
Outras causas
Além das alterações nos nervos, na coluna, no metabolismo e na circulação, outras situações podem provocar formigamento nas pernas. A distribuição e a duração do sintoma ajudam o profissional de saúde a investigar a causa, mas não permitem identificá-la com certeza.
Infecções podem afetar os nervos e causar formigamento, dor ou perda de sensibilidade. O herpes-zóster, por exemplo, pode provocar dor e formigamento em uma faixa de um lado do corpo, geralmente acompanhados ou seguidos por bolhas na pele.
Algumas doenças autoimunes também podem atingir os nervos. Na síndrome de Guillain-Barré, por exemplo, pode haver formigamento nos pés ou nas pernas, seguido de fraqueza que progride em horas ou dias.
Fraqueza nova ou progressiva, especialmente se acompanhada de dificuldade para caminhar, engolir ou respirar, exige atendimento imediato. Esses sintomas precisam ser avaliados rapidamente, independentemente da causa.
O consumo excessivo de álcool por tempo prolongado pode lesar os nervos e causar formigamento, dormência ou queimação, muitas vezes começando pelos pés. Alterações nutricionais associadas ao consumo de álcool também podem contribuir.
Alguns medicamentos, incluindo certos quimioterápicos, podem causar neuropatia periférica. Se o sintoma surgir durante um tratamento, converse com o profissional responsável; não interrompa nem altere a medicação por conta própria.
Durante a gravidez, mudanças no corpo e maior pressão sobre determinados nervos podem favorecer o formigamento, inclusive na coxa. Ainda assim, sintomas persistentes, intensos ou associados a fraqueza devem ser comunicados à equipe de saúde.
Em situações de ansiedade, a respiração rápida pode vir acompanhada de formigamento em diferentes partes do corpo. Não é seguro, porém, atribuir um sintoma novo à ansiedade sem considerar suas características e outros sinais presentes.
Mais raramente, alterações no cérebro ou na medula espinhal podem causar mudanças de sensibilidade. Procure atendimento imediato se o formigamento começar de repente com fraqueza de um lado do corpo, rosto caído ou dificuldade para falar, pois esses podem ser sinais de AVC.
Ao buscar avaliação, informe quando o sintoma começou, se está piorando e se há dor, alteração de força ou outros sintomas. Esses detalhes ajudam a orientar a investigação.
Formigamento após ficar muito tempo na mesma posição
Ficar sentado com as pernas cruzadas, agachado ou em outra posição por muito tempo pode comprimir temporariamente um nervo e provocar formigamento ou dormência. A sensação costuma melhorar em poucos minutos após mudar de posição e aliviar a pressão.

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Isso pode acontecer, por exemplo, na lateral da perna e no pé após um período prolongado com as pernas cruzadas. A localização depende do nervo comprimido e não permite identificar a causa com certeza.
Se ocorrer, descruze as pernas, levante-se com cuidado e movimente-as suavemente. Espere a sensibilidade voltar antes de caminhar, pois a dormência pode aumentar o risco de tropeços.
Para reduzir o desconforto, procure mudar de posição regularmente e evite manter pressão prolongada sobre a mesma região. Não é necessário usar medicamentos para um episódio breve que desaparece sozinho.
Procure avaliação se o formigamento não passar, voltar com frequência ou vier acompanhado de dor ou fraqueza. Fraqueza súbita ou progressiva, especialmente com dificuldade para caminhar, exige atendimento imediato.
Formigamento nas pernas: quando é normal e quando merece atenção
O formigamento costuma ser passageiro quando aparece após uma posição que comprime um nervo, como ficar sentado sobre a perna, e desaparece pouco depois de mudar de posição. Nesses casos, geralmente não há perda de força nem outros sintomas.
Por outro lado, a sensação merece atenção quando surge sem causa aparente, volta com frequência, dura mais do que o habitual ou afeta as atividades. A avaliação é ainda mais importante se houver dor, perda de sensibilidade, desequilíbrio ou alteração de força.
Sinais de alerta que exigem avaliação imediata
Procure um serviço de emergência ou acione o SAMU pelo 192 se o formigamento começar de repente junto com fraqueza de um lado do corpo, rosto caído, dificuldade para falar ou alteração súbita da visão. Esses podem ser sinais de AVC, mesmo que melhorem em poucos minutos.
Busque atendimento imediato também nas seguintes situações:
- Fraqueza nova ou que piora rapidamente, dificuldade para caminhar, engolir ou respirar.
- Dormência na região entre as pernas ou ao redor dos genitais, especialmente com dificuldade para urinar, perda do controle da urina ou das fezes, ou dor lombar.
Esses sinais podem indicar compressão grave de nervos.
- Perna ou pé subitamente frio, pálido, com dor intensa ou perda de sensibilidade, pois pode haver redução importante do fluxo de sangue.
- Inchaço e dor em uma perna, sobretudo se acompanhados de falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue.
Essa combinação pode indicar uma complicação vascular grave.
Se houver inchaço e dor em uma perna, mesmo sem sintomas no peito, procure avaliação médica no mesmo dia. Não é possível confirmar a causa apenas observando a pele ou a intensidade do desconforto.
Quando marcar uma consulta?
Marque uma consulta se o formigamento se repetir, persistir, surgir sem explicação clara ou estiver aumentando gradualmente. Também vale buscar avaliação se ele atrapalhar o sono, a caminhada ou outras atividades.
Pessoas com diabetes ou outras condições que possam afetar os nervos devem comunicar o aparecimento de formigamento à equipe de saúde. Não espere a próxima consulta de rotina se houver piora ou perda de sensibilidade.
Observe quando o sintoma começou, onde aparece e se há dor, dormência ou fraqueza. Essas informações ajudam o profissional a avaliar a urgência e investigar a causa.
Sinais de alerta que exigem avaliação imediata
O formigamento pode ser sinal de uma condição urgente quando surge de repente ou aparece junto de outros sintomas. Procure atendimento imediato nas seguintes situações:
- Fraqueza súbita, rosto caído ou dificuldade para falar, mesmo que os sintomas desapareçam. Podem ser sinais de AVC.
- Fraqueza nova ou progressiva nas pernas, especialmente com dificuldade para caminhar, engolir ou respirar.
- Dor nas costas acompanhada de dormência na região genital ou entre as pernas, dificuldade para urinar ou perda do controle da urina ou das fezes.
- Perna ou pé subitamente frio, pálido, muito doloroso ou com perda de sensibilidade.
- Uma perna inchada e dolorida, sobretudo se houver falta de ar ou dor no peito.
- Formigamento após uma lesão importante na cabeça, no pescoço ou nas costas.
Em caso de suspeita de AVC, dificuldade para respirar ou outros sintomas intensos, acione o SAMU pelo 192. Não dirija até o hospital nem espere para ver se o quadro melhora.
Quando marcar uma consulta?
Marque uma consulta se o formigamento se repete, persiste ou não melhora depois de mudar de posição. Mesmo sem dor, vale investigar uma sensação que aparece sem causa aparente ou interfere no sono e nas atividades diárias.
Procure avaliação também se o sintoma estiver aumentando aos poucos, atingir uma área maior ou vier acompanhado de dor, queimação ou perda de sensibilidade. Informe ao profissional se há diabetes, consumo excessivo de álcool ou uso de medicamentos que possam afetar os nervos.
Para ajudar na consulta, anote quando o formigamento começou, quanto tempo dura e se ocorre em uma ou nas duas pernas. Observe também o trajeto da sensação e o que parece provocá-la ou aliviá-la.
A avaliação pode começar com um clínico geral ou médico de família, que indicará outros especialistas ou exames, se necessário. Não espere pela consulta agendada diante de fraqueza nova ou progressiva, dificuldade para falar ou caminhar, ou outros sinais de alerta: procure atendimento imediato.
Como é feita a investigação?
A investigação começa pela conversa e pelo exame físico. Nem sempre é necessário fazer exames: a escolha depende das características do formigamento e dos achados da avaliação.
O que acontece na consulta
O profissional perguntará quando o sintoma começou, quanto tempo dura e se é contínuo ou aparece em episódios. Também buscará entender se ele atinge uma ou as duas pernas e se segue um trajeto específico.

Ilustração gerada por IA
Dor nas costas, queimação, perda de sensibilidade e dificuldade para caminhar são informações importantes. Vale mencionar o que parece provocar ou aliviar a sensação, como determinada posição ou atividade.
O histórico de saúde também ajuda a orientar a investigação. Diabetes, consumo de álcool, cirurgias, lesões e uso de medicamentos ou suplementos podem fornecer pistas sobre a causa.
No exame físico, o profissional pode avaliar a força, os reflexos, a sensibilidade e a forma de caminhar. Conforme a suspeita, também examinará a coluna, os pulsos e a temperatura das pernas e dos pés.
Exames que podem ser pedidos, conforme a suspeita
Quando indicados, os exames complementam a avaliação, mas não são iguais para todas as pessoas. Entre os possíveis estão:
- Exames de sangue: podem verificar a glicose, a vitamina B12, a função da tireoide e outras alterações, conforme o histórico e o exame físico.
- Eletroneuromiografia: avalia o funcionamento de nervos e músculos e pode ajudar a identificar uma neuropatia ou compressão nervosa.
- Exames de imagem da coluna: a ressonância magnética, por exemplo, pode ser solicitada quando há suspeita de compressão de nervos ou outros achados que justifiquem a investigação.
- Ultrassom vascular com Doppler: pode avaliar o fluxo de sangue nas pernas quando há suspeita de problema circulatório.
- Índice tornozelo-braquial: compara a pressão arterial no tornozelo e no braço para ajudar a investigar redução do fluxo nas artérias.
O resultado de um exame deve ser interpretado junto com os sintomas e o exame físico. Uma alteração encontrada na imagem, por exemplo, nem sempre explica o formigamento.
A avaliação pode ser feita por um clínico geral ou médico de família, com encaminhamento a um especialista quando necessário. Se surgirem sinais de alerta antes da consulta, procure atendimento imediato, sem aguardar exames agendados.
O que acontece na consulta
Na consulta, o profissional de saúde fará perguntas sobre o formigamento: quando começou, quanto tempo dura, onde aparece e se afeta uma ou as duas pernas. Também poderá perguntar se a sensação segue algum trajeto e se muda com a posição ou o movimento.
Outros sintomas ajudam a orientar a avaliação, como dor nas costas, queimação, dormência, fraqueza ou dificuldade para caminhar. Informe se houve quedas, lesões ou mudanças recentes no controle da urina ou das fezes.
O profissional também investigará condições de saúde, como diabetes, além do uso de medicamentos, consumo de álcool e histórico familiar. Levar uma lista dos remédios e suplementos em uso pode ajudar.
No exame físico, poderá avaliar a sensibilidade, a força, os reflexos e a maneira de caminhar. Conforme os sintomas, também examinará as costas, as pernas e sinais de circulação, como a temperatura da pele e os pulsos.
Com essas informações, decidirá se são necessários exames ou avaliação com outro especialista.
Exames que podem ser pedidos, conforme a suspeita
Os exames dependem dos sintomas e do que o profissional identificar na avaliação. Nem toda pessoa com formigamento precisa de exames de imagem ou de testes especializados.
Entre os exames que podem ser solicitados estão:
- Exames de sangue: ajudam a investigar alterações como diabetes, deficiência de vitamina B12 e problemas na tireoide.
- Eletroneuromiografia: avalia a função dos nervos e dos músculos e pode ajudar a localizar uma compressão ou identificar uma neuropatia.
- Ressonância magnética: pode ser indicada quando há suspeita de alteração na coluna ou de compressão de estruturas nervosas.
- Ultrassom vascular com Doppler: avalia o fluxo de sangue e pode ser usado quando há suspeita de problema circulatório, como trombose.
Os resultados são interpretados junto com o histórico e o exame físico. Um resultado normal, isoladamente, nem sempre explica ou descarta todas as causas do formigamento.
Se surgirem sinais de alerta enquanto aguarda os exames, procure atendimento imediato, sem esperar pelos resultados.
Tratamento do formigamento nas pernas e o que fazer em casa
O tratamento depende da causa do formigamento. Por isso, uma sensação passageira após ficar sentado pode precisar apenas de mudança de posição, enquanto sintomas persistentes exigem avaliação e cuidados direcionados.
Quando a causa é vascular
Quando há alteração na circulação, o tratamento varia conforme o vaso afetado e a gravidade do problema. Pode incluir medicamentos, mudanças de hábitos ou procedimentos para melhorar o fluxo de sangue.
Em algumas doenças das veias, o profissional pode orientar o uso de meias de compressão. Elas não são indicadas para todas as pessoas: não comece a usá-las por conta própria, especialmente se houver suspeita de problema nas artérias.
Uma perna ou um pé subitamente frio, pálido e muito doloroso exige atendimento imediato. O mesmo vale para inchaço e dor em uma perna acompanhados de falta de ar ou dor no peito.
Quando a causa é nervo, coluna ou metabólica
Se houver compressão de um nervo, o tratamento pode envolver adaptação de atividades, fisioterapia e medicamentos para aliviar a dor, conforme a avaliação. Alguns casos de hérnia de disco precisam de cirurgia, mas muitos melhoram sem ela.
Na neuropatia relacionada ao diabetes, controlar a glicemia ajuda a prevenir ou retardar a progressão da lesão nos nervos. Quando há dor, o médico pode indicar medicamentos específicos para esse tipo de sintoma.
Deficiências nutricionais, como a de vitamina B12, podem ser tratadas com reposição quando confirmadas. Não tome suplementos ou medicamentos por conta própria: doses excessivas de vitamina B6, por exemplo, também podem causar lesão nos nervos.
Se um medicamento estiver associado ao sintoma, o profissional avaliará a necessidade de ajuste. Não interrompa o tratamento sem orientação.
O que pode ser feito em casa, só em quadro leve e sem sinal de alerta
Se o formigamento começou após muito tempo na mesma posição e não há outros sintomas, mude de posição e caminhe um pouco, se conseguir. Evite permanecer por períodos prolongados com as pernas cruzadas ou apoiadas de modo a pressionar um nervo.
Observe se a sensação desaparece e anote quando ela ocorre. Não aplique calor intenso em uma área dormente, pois a sensibilidade reduzida aumenta o risco de queimaduras.
Se o formigamento persistir, voltar com frequência ou aumentar, marque uma consulta. Diante de fraqueza nova, dificuldade para caminhar ou outro sinal de alerta, procure atendimento imediato.
Quando a causa é vascular
Quando o formigamento está relacionado a um problema de circulação, o tratamento depende do vaso afetado e da causa. O médico avaliará os sintomas e poderá solicitar exames para orientar a conduta.
Em doenças das artérias, o tratamento pode incluir controle do diabetes, da pressão e do colesterol, além de parar de fumar e praticar exercícios orientados. Em alguns casos, são necessários medicamentos ou procedimentos para melhorar o fluxo de sangue.
Em alterações das veias, o profissional pode recomendar movimento, elevação das pernas ou meias de compressão, conforme o diagnóstico. Não use meias de compressão por conta própria, especialmente se houver suspeita de problema nas artérias.
Uma trombose venosa pode exigir medicamentos anticoagulantes, prescritos após avaliação. Esses remédios não devem ser iniciados sem orientação, pois aumentam o risco de sangramento.
Procure atendimento imediato se uma perna ou um pé ficar subitamente frio, pálido e muito doloroso. Dor e inchaço em uma perna acompanhados de falta de ar ou dor no peito também exigem atendimento imediato.
Quando a causa é nervo, coluna ou metabólica
O tratamento depende da causa identificada. Quando há compressão de um nervo ou alteração na coluna, o profissional pode orientar adaptações nas atividades, fisioterapia e medicamentos para aliviar a dor.
Muitos casos de hérnia de disco melhoram sem cirurgia. O procedimento pode ser necessário em situações específicas, como fraqueza progressiva ou quando o tratamento inicial não traz melhora suficiente.
Na neuropatia relacionada ao diabetes, controlar a glicemia ajuda a prevenir ou retardar a progressão da lesão nos nervos. Se houver dor, o médico pode indicar medicamentos específicos para dor neuropática.
Quando uma deficiência de vitamina B12 é confirmada, a reposição pode ser indicada. Evite tomar suplementos por conta própria: o excesso de vitamina B6, por exemplo, também pode causar lesão nos nervos.
Se houver suspeita de que um medicamento esteja contribuindo para o formigamento, o profissional avaliará um possível ajuste. Não interrompa o tratamento sem orientação.
Fraqueza nova ou progressiva, dificuldade para caminhar ou perda do controle da urina ou das fezes exigem atendimento imediato.
O que pode ser feito em casa, só em quadro leve e sem sinal de alerta
Se o formigamento apareceu após ficar muito tempo na mesma posição, é leve e não há outros sintomas, mude de posição. Se conseguir, levante-se e caminhe um pouco: a sensação costuma desaparecer em poucos minutos quando a pressão sobre o nervo é aliviada.
Para evitar novos episódios, faça pausas para se movimentar e evite ficar por muito tempo com as pernas cruzadas ou apoiadas de forma a pressionar uma região. Use calçados confortáveis, sem apertar os pés.
Observe onde a sensação aparece, quanto tempo dura e se volta a ocorrer. Essas informações podem ajudar na consulta, caso seja necessária.
Não aplique calor intenso em uma área dormente: a sensibilidade reduzida pode dificultar a percepção de queimaduras. Evite também tomar medicamentos ou suplementos por conta própria.
Se o formigamento persistir, aumentar ou voltar com frequência, marque uma consulta. Procure atendimento imediato se houver fraqueza súbita, dificuldade para caminhar ou uma perna subitamente fria, pálida e muito dolorosa.
Bibliografia
- MedlinePlus. Numbness and tingling. Apresenta possíveis causas de dormência e formigamento, informações úteis para a consulta e situações em que esses sintomas precisam de atendimento médico rápido. Disponível em inglês.
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- NHS. Sciatica. Descreve sintomas da dor ciática, possibilidades de tratamento e sinais de alerta, como alterações no controle da bexiga ou do intestino, que exigem atendimento imediato. Disponível em inglês.
- NHS. Slipped disc. Reúne informações sobre hérnia de disco, seus sintomas e tratamentos. Também explica quando procurar ajuda urgente e por que muitas pessoas melhoram sem cirurgia. Disponível em inglês.
- NHS. Vitamin B12 or folate deficiency anaemia. Aborda sintomas, diagnóstico e tratamento das deficiências de vitamina B12 e folato, incluindo possíveis alterações neurológicas, como formigamento e problemas de equilíbrio. Disponível em inglês.
- NHS. Deep vein thrombosis (DVT). Explica sintomas de trombose venosa profunda, como dor e inchaço em uma perna, e a necessidade de atendimento imediato quando há falta de ar ou dor no peito. Disponível em inglês.
- NHS. Peripheral arterial disease. Apresenta causas, sintomas e tratamento da doença arterial periférica, condição que reduz o fluxo de sangue para as pernas e pode causar dor ao caminhar. Disponível em inglês.
- NHS. Stroke. Descreve sinais de acidente vascular cerebral, como fraqueza súbita em um lado do corpo e dificuldade para falar. O reconhecimento rápido é importante para buscar atendimento de emergência. Disponível em inglês.
- MedlinePlus. Diabetic neuropathy. Apresenta informações sobre danos aos nervos relacionados ao diabetes, sintomas possíveis e medidas para prevenir ou retardar sua progressão, incluindo o controle da glicemia. Disponível em inglês.
- Office of Dietary Supplements. Vitamin B6: Fact sheet for consumers. Explica as funções da vitamina B6 e os riscos do uso excessivo de suplementos, incluindo danos aos nervos. Disponível em inglês.
Conclusão
O formigamento nas pernas pode ser passageiro ou estar relacionado a alterações nos nervos, na coluna, no metabolismo ou na circulação. Observar sua localização, duração e frequência ajuda a orientar a avaliação, mas não substitui o diagnóstico médico.
Se o sintoma persistir, piorar ou voltar com frequência, marque uma consulta. Procure atendimento imediato em caso de fraqueza súbita, dificuldade para caminhar, perda do controle da bexiga ou do intestino, ou se uma perna ficar subitamente fria, pálida e muito dolorosa.
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